Pobreza menstrual afeta milhares de crianças e adolescentes no Brasil

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicaram o relatório “Pobreza menstrual no Brasil – desigualdades e violações de direitos”, que mostra dados preocupantes sobre a falta de estrutura em abastecimento de água, saneamento, higiene e falta de informação e saúde para milhões de crianças e adolescentes que menstruam no Brasil.

O relatório utiliza dados do IBGE, por meio da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) e Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). A faixa etária estudada é de 10 a 19 anos.

Acesse o relatório aqui.

 

Confira alguns dados:

  • 321 mil alunas, 3% do total de meninas estudantes brasileiras, estudam em escolas que não possuem banheiro em condições de uso.
  • 440 mil meninas, 4,1% do total, estudam em escolas que não possuem separação de banheiros por sexo.
  • Estima-se que no Brasil 1,24 milhão de meninas, 11,6% do total de alunas, não tenham à sua disposição papel higiênico nos banheiros das escolas em que estudam.
  • Quase 652 mil meninas (6% do total) não possuem acesso a pias ou lavatórios em condições de uso em suas escolas.
  • Mais de 3,5 milhões de meninas que estudam em escolas que não disponibilizam sabão para que os escolares lavem as mãos após o uso do banheiro.
  • 713 mil meninas (4,61% do total) não possuem acesso a banheiros em seus domicílios e 88,7% delas, mais de 632 mil meninas vivem sem acesso a sequer um banheiro de uso comum no terreno ou propriedade.
  • Mais de 900 mil meninas (5,84% do total estimado) estão em uma situação em que não têm acesso a água canalizada em pelo menos um cômodo dentro seu domicílio.
  • Mais de 50% das meninas estão em lares que apresentam algum grau de insegurança alimentar, sendo que mais de 1 milhão (6,81%) das meninas estão em domicílios enquadrados como em situação de insegurança alimentar grave. Ou seja, são famílias em que a compra de produtos para conter o fluxo menstrual não é prioridade.

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