Unicef divulga dados sobre impactos da pandemia em crianças e adolescentes

Texto: Frida Menezes

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou dados sobre os impactos da pandemia em famílias com crianças e adolescentes no Brasil, nos âmbitos renda familiar, insegurança alimentar, educação e saúde mental dos adolescentes. Foram feitas duas rodadas de pesquisa, uma no mês de julho e outra entre outubro e novembro. Confira alguns principais resultados da segunda pesquisa:

Renda familiar

A renda caiu na maioria (55%) das famílias, tendo maior impacto entre residentes com crianças ou adolescentes (61%). Essa proporção demonstra, mais uma vez, o impacto particular da pandemia nas famílias com crianças ou adolescentes.

67% dos brasileiros (com 18 anos ou mais) com renda familiar de até um salário mínimo revelam que a renda familiar diminuiu desde o início da pandemia, proporção que decresce conforme aumenta a renda familiar dos indivíduos, demonstrando que a situação é agravada em famílias mais vulneráveis financeiramente.

 

Insegurança alimentar

21% dos entrevistados passaram por algum momento desde o início da pandemia em que os alimentos acabaram em suas casas e não havia dinheiro para reposição. Além disso, 6% indicam que tiveram fome e deixaram de comer porque não havia mais dinheiro para reposição, e ainda 6% da população brasileira com 18 anos ou mais deixaram de fazer ao menos uma refeição porque não havia comida para todos, e não havia dinheiro para comprar mais. As regiões Norte e Nordeste foram as mais afetadas.

Ainda segundo a pesquisa, 8% dos entrevistados que moram com pessoas menores de 18 anos declararam que as crianças e os adolescentes do domicílio deixaram de comer por falta de dinheiro para comprar alimentos. Entre as classes D e E, a proporção chega a 21%.

 

Educação

9% dos entrevistados declararam que as escolas de crianças e adolescentes residentes no domicílio reabriu, somente 3% declararam que algum deles voltou a frequentar a escola. Da mesma forma, apenas 15% dos entrevistados disseram que as crianças e os adolescentes voltarão às salas de aulas assim que a escola reabrir.

 

Saúde mental dos adolescentes

54% das famílias relataram que algum adolescente do domicílio apresentou algum sintoma relacionado à saúde mental, tais como estresse, choro, alterações no sono e no apetite e ansiedade.

 

Na pesquisa completa, é possível ver dados sobre violência, saúde, saneamento básico entre outros, além de ter diversos dados sobre os temas já citados. Confira a primeira parte da pesquisa clicando aqui e a segunda aqui.

Foram realizadas 1.516 entrevistas em cada uma das rodadas. As entrevistas da segunda rodada foram realizadas por telefone de 29 de outubro a 13 de novembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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