Práticas que ajudam a evitar o consumismo infantil no Natal

O consumismo é definido como o ato, o efeito ou a prática de consumir e comprar produtos e serviços em excesso e desenfreadamente, e infelizmente pode afetar as crianças. Incentivadas pela mídia e pela publicidade infantil, ou mesmo pelo exemplo de seus pais e familiares, elas podem tornar-se vulneráveis ao consumismo sobretudo no período do Natal, época em que as pessoas costumam presentear mais. Mas o diálogo, a conscientização e a mudança de algumas atitudes podem evitar que essa prática traga consequências negativas para o desenvolvimento infantil.

A psicóloga Ana Sylvia Colino, mestre em Psicologia, teoria e pesquisa do comportamento, explica que o consumismo pode ser prejudicial quando não há uma conscientização das crianças sobre o custo e o valor das coisas, bem como sobre as consequências de adquirir certos produtos. “Compreender sobre necessidades básicas e secundárias. Origem e produção dos utensílios e que o consumo gera lixo que impacta no meio ambiente. Que um brinquedo pode ser reaproveitado, reciclado, optar por materiais que poluem menos. Crianças que percebem essa relação costumam ser menos consumistas. O consumo desregrado pode contribuir para comportamentos patológicos como o comprar compulsivo e gastos desnecessários”, explica a psicóloga.

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O Natal, ao mesmo tempo em que é um momento propício para práticas consumistas, pode ser uma oportunidade para rever algumas práticas e ajudar a diminuir o consumismo entre as crianças. O primeiro passo é mudar a consciência dos adultos. “Atenção e cuidado no exemplo que a família representa para a criança, pois as atitudes dos pais costumam ser imitadas pelos filhos. Assim como selecionar os tipos de programas assistidos na TV e mídias eletrônicas, pois também exercem influência no desejo de compra da criança”, comenta Ana Sylvia.

Mais do que dar presente, é importante ser presença na vida das crianças. E a criatividade pode ser uma aliada na hora de ressignificar o sentido de PRESENTE. Ana Sylvia explica que “Projetos de inovação com propostas de presente ‘sem embrulho’, trazendo homenagens com músicas, poesia, apresentações e valorizar o tempo compartilhado como presentes significativos” são algumas iniciativas que evitam o consumismo e valorizam momentos vividos com as crianças.

Outras atitudes benéficas apontadas pela psicóloga para a diminuição do consumo são: participar de projetos de consciência ambiental; trabalhar a educação financeira com as crianças; formar grupos de cooperativa para reaproveitamento e dividir recursos coletivamente; ao invés de comprar brinquedo novo, reciclar os que tem ou construir com recursos alternativos; e consumir menos plástico.

Que tal aproveitar este Natal para começar a rever práticas e conscientizar nossas crianças?

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