Conteúdos educativos sobre prevenção do suicídio para pais e educadores

Em 2020, as razões para falar sobre saúde mental aumentaram ainda mais em virtude de fatores como o isolamento social e as perdas que envolvem o contexto atual. Segundo a pesquisa “Juventudes e a pandemia do coronavírus”, 29% dos jovens entrevistados no Brasil afirmaram que o seu estado emocional piorou muito com a pandemia. A ansiedade, o tédio e a impaciência foram apontados como os sentimentos mais presentes durante o isolamento social.

A campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio foi criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e desde então busca trazer para a sociedade o debate sobre este tema. E uma das maneiras da organização realizar esse trabalho é por meio de conteúdos educativos para ajudar famílias e educadores a prevenir o suicídio entre crianças e jovens. Confira abaixo alguns desses materiais.

Guia para Pais e Educadores

De acordo com o CVV, ter rotinas ajuda a manter a saúde mental dos adolescentes e ainda podem ajudar a estreitar o relacionamento com os pais. “A Organização Mundial da Saúde orienta que hábitos alimentares saudáveis são um bom promotor de saúde mental. E ter rotinas familiares, como fazer pelo menos uma refeição conjunta todos os dias (sem a companhia de telefones celulares), ajuda a estabelecer relações mais sólidas”, diz o seu Guia para Pais e Educadores.

A família e os educadores assumem papel importante na prevenção porque casa e escola são ambientes onde crianças e adolescentes passam a maior parte do seu tempo. Embora muitas vezes seja difícil identificar os sinais, porque variam de pessoa para pessoa, as mudanças de comportamento são a chave que identificam quando algo está errado.

 

O Guia do CVV indica alguns sinais, dentre eles:
– Isolamento;
– Agressividade, oscilação de humor;
– Uso de álcool e drogas;
– Descaso com a aparência;
– Pessimismo;
– Desesperança;
– Problemas do sono (excessivo ou insônia);
– Faltas e/ou quedas no rendimento escolar.

Alguns sinais verbais indiretos:
– “Se isso acontecer novamente, acabarei com tudo.”
– “Eu não consigo aguentar mais isso.”
– “Você sentirá saudades quando eu partir.”
– “Não estarei aqui quando você voltar.”
– “Tudo ficará melhor depois da minha partida.”
– “Ninguém mais precisa de mim.”

 

Vídeos direcionados a pais e educadores 

Nesta série de vídeos produzida pelo CVV, são trazidas entrevistas com especialistas, educadores e pessoas com histórias próximas a suicídios. Os temas abordados são o papel da escola e da família na prevenção do suicídio, situações que podem levar ao suicídio, os tabus que devem ser quebrados e o que não fazer na prevenção do suicídio. O objetivo é auxiliar os adultos a se preparem melhor para a prevenção, ensinando-os a observar sinais e a abordar os jovens quando necessário.

Para a psicóloga Karen Scavacini, uma das entrevistadas da série, estar mais próximo dos filhos, ter um diálogo aberto, dar limites, ensinar a tolerar frustrações, levar a um tratamento quando necessário, acolher sem julgar, demonstrar interesse pela vida dele, fazer com que a criança ou adolescente se sinta importante são algumas maneiras de criar uma relação de confiança, de estar próximo e de evitar que eles cheguem a uma atitude extrema. “Ela pode também ensinar para o jovem que a vida vale à pena ser vivida. Que tem coisas duras, coisas difíceis, mas que tem muita coisa legal”, explica a psicóloga.

 

Vídeos direcionados para jovens

Nesta série de vídeos também produzida pelo CVV em parceria com o Unicef, o público-alvo são os jovens. Os vídeos falam sobre algumas causas que podem desencadear depressão ou até mesmo o suicídio entre jovens.

 

Cartilha para jovens e adolescentes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por meio de perguntas e respostas, a cartilha explica o que é suicídio e tenta desmistificar tabus, orientando sobre formas de buscar ajuda, por exemplo. “Como se sente uma pessoa que quer se matar?” e “O que pode ser considerado fator de proteção para a pessoa que pensa em suicídio?” são algumas das perguntas que a cartilha responde.

 

Manual dirigido ao público em geral

Elaborado pelo Ministério da Saúde, o manual traz “mitos e verdades” sobre suicídio, indica sinais de alerta, o que se deve fazer e o que não fazer diante de uma pessoa sob risco de suicídio.

Sobre os sinais de alerta, a cartilha afirma que “não devem ser interpretados como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real. Por isso, é muito importante ser compreensivo, além de estar disposto a conversar e escutar a pessoa sobre o porquê de tal comportamento, criando um ambiente tranquilo, sem julgar a pessoa afetada”.

O manual indica que jamais se deve julgar afirmando que é covardia, fraqueza, falta de Deus, que a pessoa quer chamar a atenção ou dar sermão do tipo “Tantas pessoas com problemas mais sérios que o seu, siga em
frente”.

 

Onde buscar atendimento gratuito


CASA MENTAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – 
O Centro Psicossocial da Criança e do Adolescente (CAPSI) é um serviço especializado em saúde mental, destinado ao atendimento de crianças e adolescentes que apresentam sofrimento psíquico, na faixa etária de 05 a 17 anos de idade.
Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Endereço: Av. Duque de Caxias, entre Trav. Barão do Triunfo e Trav. Mauriti, em frente ao SESI (Belém-PA).
Contato: 3228-2997 | capsicapsi@yahoo.com.br

Confira aqui a lista dos Centros de Atenção Psicossocial do Pará (CAPS).

 

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