Projeto de proteção de tartarugas marinhas em Curuçá-PA inspira jovens

Matéria: Frida Menezes
Edição: Élida Miranda

19 de Setembro é o Dia Mundial Pela Limpeza das Águas. Uma data para relembrar da importância de manter as águas saudáveis, tanto para o consumo humano como para os seres vivos que ali habitam. No município de Curuçá-PA, na Região do Salgado paraense, um projeto ajuda na proteção de tartarugas marinhas e colabora para a conscientização sobre a importância de manter as águas limpas para o equilíbrio da natureza. 

O projeto Suruanã (que significa tartaruga-verde) trabalha em conjunto com jovens e a população local para a conservação das tartarugas marinhas da região. O projeto monitora currais de pesca e praias, agindo quando necessário como em caso de encalhe e na época de desova. Em alguns casos, as tartarugas também recebem cuidados básicos até ser possível o retorno ao mar, momento em que a população local também participa para observar de perto. 

Projeto Suruanã atua no período de desova das tartarugas marinhas. Foto: Acervo Suruanã.

Coordenado pelo Dr. Juarez Pezzuti, professor da Universidade Federal do Pará, o projeto conta também com a participação da professora de biologia Josie Barbosa na Coordenação de Atividades e a parceria da Prefeitura de Curuçá. Josie também coordena o projeto Câmbio Azul, que surgiu a partir do Suruanã visto a necessidade de conservar os mares e retirar os resíduos sólidos deste.

Projeto de destinação de resíduos sólidos em Curuçá-PA ajuda população local

Inspiração 

Seres fundamentais para os oceanos, as tartarugas marinhas desempenham um papel importante para um ecossistema. Responsáveis por manter o equilíbrio de diversas populações marinhas, além de ser alimento para predadores maiores, esses animais podem exercer diversas funções importantes na vida no mar. 

Ação do projeto na praia de Algodoal, na Região do Salgado paraense. Foto: Acervo Suruanã.

A professora Josie Barbosa fala sobre a criação e evolução do projeto. “O Suruanã já está há 10 anos aqui como projeto de pesquisa e em 2017 passou a ser um projeto de pesquisa e extensão. Quando eu falo extensão é quando eu trago aqueles alunos das escolas para o projeto. Em 2017 assumi o curso de Técnico em Meio Ambiente da Escola Técnica de Curuçá. Foi quando comecei a trazer os alunos do curso para o projeto para estagiar, os levei para fazer capacitação em Ubatuba-SP para o Projeto TAMAR, levei para o Espírito Santo. Hoje temos alunos que saíram do curso técnico, entraram na graduação e continuam no Suruanã”, conta a professora. 

Projeto atua no período de desova das tartarugas marinhas. Foto: Acervo Suruanã.

Alecsander Cristo foi um dos alunos do curso de Técnico em Meio Ambiente que participou do Suruanã e decidiu fazer o curso de Biologia. Ele conta sobre o impacto do projeto na escolha do curso de graduação: “Entrei no projeto em novembro de 2017 e saí em julho de 2018. O projeto foi uma porta que se abriu de um mundo de muitas novidades”, relembra. 

Alecsander Cristo durante ação do Suruanã na praia da Romana, em Curuçá-PA. Foto: Arquivo pessoal.

Hoje em dia, Alecsander é graduando de Biologia na UFPA, tem foco na Biologia Marinha e entrou no curso para aprender mais sobre os estudos que iniciou no projeto.”O projeto Suruanã foi muito importante, a partir dele viajei para Ubatuba em São Paulo, aprendemos praticamente tudo sobre tartarugas marinhas, desde a anatomia até a conservação, a questão do lixo que é muito impactante na vida marinha… Foi algo que alavancou a vontade e a curiosidade de querer ser biólogo”, explica o estudante. 

Alecsander Cristo durante ação do Suruanã em Curuçá-PA. Foto: Arquivo pessoal.

 

Para saber mais sobre o Suruanã, acesse a página do projeto no Facebook.

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