Algumas maneiras de educar as crianças para o respeito às diferenças

Se a diversidade é uma riqueza, porque a cor da pele ainda determina privilégios para alguns e marginalização para outros? No Brasil, uma criança indígena tem duas vezes mais chances de morrer do que uma criança branca e as crianças negras têm 25% mais chances de morrer antes de completar 1 ano de idade do que as crianças brancas (Fonte: Unicef). Os direitos das crianças e adolescentes não têm cor, mas por que há tanta desigualdade no acesso à saúde, à educação, ao lazer e às melhores oportunidades de emprego?

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Para mudar essa realidade, é fundamental educar as crianças para o respeito às diferenças. Uma maneira de fazer isso, como temos visto nas duas últimas postagens sobre o tema, é oferecendo obras da literatura que tenham protagonistas negros e indígenas, que mostrem a beleza e a riqueza das diferentes raças e culturas. A seguir, compartilhamos mais alguns exemplos de livros que seguem essa linha:

 

1 – Uma princesa nada boba

A protagonista deste livro se indaga por que ela não podia ser igual a uma princesa e vai até a casa da avó para lhe perguntar. A menina vive então uma transformação ao descobrir a história de princesas africanas que existiram de verdade e até vieram para o Brasil. Explorando elementos poucos conhecidos da cultura africana, o autor Luiz Antonio fala de busca da identidade.

 

2 – O mundo no black power de Tayó

O livro mostra em forma de tirinhas a destreza de uma menina negra cheia de autoestima e que sabe se defender de ofensas racistas. Seu enorme cabelo crespo é convertido em metáfora para a riqueza cultural do povo africano. A autora Kiusam de Oliveira, que é ativista, escritora e doutora em Educação, chama a atenção para o papel do adulto no sentido de proporcionar o empoderamento infantil para a construção de uma identidade plena e autoconfiante. (Fonte: Portal Lunetas)

 

3 – Um dia na aldeia

Do autor paraense Daniel Munduruku (texto) e ilustrações de Mauricio Negro, o livro conta a história de como o jovem Manhuari recebe os conhecimentos tradicionais, essenciais para crescer em sintonia com a cultura do seu povo e viver em harmonia com a natureza. A obra mostra um dia na vida de um menino indígena da etnia Munduruku: o que ele faz durante o dia, como brinca com os amigos, como caça, pesca e ainda como se relaciona com os outros membros da aldeia. Traz glossário e mostra algumas curiosidades dos próprios Munduruku.

 

4 – Palermo e Neneco

Palermo e Neneco são irmãos e pertencem ao povo Mbya-Guarani. Espirituosos, os meninos dão um jeito de se divertir e dar risada até quando precisam ajudar nas tarefas da aldeia. Além de colher palmito e cortar madeira, gostam de Michael Jackson e de festas com cantoria ao som da rabeca e do violão. Palermo e Neneco vestem-se com camiseta e bermuda e usam dinheiro para comprar sabão nas fazendas vizinhas. Mas nem sempre este contato com os brancos é amigável. A obra é de Ana Carvalho (texto) e Mariana Zanetti (ilustrações).

 

5 – Bucala: A pequena princesa do quilombo do cabula

De autoria do soteropolitano Davi Nunes, a obra resgata o nome de um quilombo histórico no centro de Salvador, o Cabula, que já não existe mais. Mas nos bairros que se formaram depois ainda se preservam as ricas manifestações artísticas e culturais oriundas da população negra. O livro reconta a história do quilombo por meio da figura da princesa quilombola que tem o cabelo crespo em formato de coroa de rainha e possui poderes que protegem o quilombo dos escravocratas e capitães do mato.

2 comentários em “Algumas maneiras de educar as crianças para o respeito às diferenças”

  1. Jucelia Feitosa

    Como educadora física, achei muito relevante o material aqui apresentado, vou utilizar nas minhas aulas. Obrigada

    1. Equipe Margarida

      A gente é que agradece, Jucelia. Quem bom que pudemos colaborar de alguma maneira para o seu trabalho. Conte conosco!

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