MAIO LARANJA: AÇÃO EM PARAUAPEBAS TEVE RETORNO POSITIVO

A ONG RM esteve no município de Parauapebas, sudeste do Pará, realizando atividades educativas a respeito do combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A programação foi solicitada pela prefeitura do município, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Parauapebas.

A coordenadora de projetos da RM, Eugênia Melo, conta como foi a recepção da ONG pelas comunidades. “Nós fomos muito bem recebidos pela população. Realizamos dois espetáculos. É muito bom fazer um trabalho como esse, quando a gente vê o retorno, tanto das crianças, quanto dos adolescentes, pelos próprios depoimentos dos professores. O espetáculo “john john” foi divino, porque os adolescentes interagiram muito, informaram onde acontecem essas coisas. Uma adolescente pediu o microfone, deu uma lição de moral no pai violento, dizendo que ele não devia tratar a juventude assim, que adolescente precisa de amor, de carinho, atenção, de cuidados, de diálogo. Muitos professores vieram com a gente e a própria direção das escolas, porque queriam que a gente apresentasse no outro turno”, explica.

O professor de educação física Cleber Bezerra trabalha e faz parte de projetos na escola Mário Lago, ele destaca sobre a necessidade dessa comunicação com as comunidades. “Todo dia a gente sabe que existem crianças em situação de vulnerabilidade social. Aqui é uma periferia e as pessoas, crianças, famílias, precisam de informação, porque a gente sabe que os problemas de caso de estupro, abuso sexual, começam, muitas vezes, dentro da família. Então, a família precisa combater isso dentro de sua própria casa. Esse trabalho que vocês vieram fazer na escola foi muito bom.”

Ação da RM em Parauapebas reúne jovens e adultos

A ONG também esteve numa comunidade rural, chamada Sansão, onde o índice de exploração é muito grande por conta das empresas de mineração próximas. Algo que deve ser incentivado. Segundo Milene Veloso, psicóloga que tem projeto de pesquisa voltado para a questão do enfrentamento ao abuso e exploração sexual em Belém, não há como precisar um percentual de exploração sexual no Pará, de 2009 a 2016, há um banco de dados que está em torno de 15 mil notificações, o que é baixíssimo. Segundo a assistente social do CREAS, Eliane Azancot, a subnotificação é muito grande. “Nos interiores do estado não há atendimento especializado, acaba caindo com outros crimes, outras demandas”, afirmou.

No encerramento do evento, com a caminhada, a ONG fez questão de incluir taxistas e caminhoneiros na discussão do enfrentamento à exploração sexual. “A caminhada nós fizemos na cidade, onde tinham taxistas, mototaxistas parando nos pontos e conseguimos informar, pedir que eles entrassem nessa campanha de combate à exploração sexual principalmente. Tinham muitos caminhoneiros nas vias por onde passamos, então foi dado o recado: se souberem de casos, denúnciar para o disque 100. Então foi  uma semana muito intensa e participativa, onde obtivemos resultados excelentes”, explicou Eugênia Melo.

Encerramento da ação com a caminhada pelas comunidades do município

Para Aldo Serra, presidente atual do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do adolescente, a campanha foi muito envolvente. “Há tempos nós não temos uma campanha assim, com a participação dos órgãos, das unidades em si, das crianças, até a participação do idoso a gente percebeu. Isso é muito bom, muito bacana e a Rádio Margarida com certeza está envolvida nesse processo, porque trabalhou a semana toda com as escolas transmitindo essa mensagem para as crianças. A Rádio Margarida está de parabéns!”, finalizou.

 

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