Coordenadoras da Rádio Margarida são finalistas no Prêmio Claudia

Os alunos da escola infantil Barão de Mamoré, na periferia de Belém, no Pará, não se contêm quando as palhaças Calhambota e Buguinha chegam. Eles ficam rodeando as líderes da trupe mambembe Rádio Margarida, riem, querem tocá-las, cumprimentá-las. Mas logo o teatro de bonecos começa. Os olhos dos pequenos brilham e nada além do espetáculo parece importar.

De modo divertido, eles aprenderão ali que é fundamental cuidar da saúde bucal.Temas mais espinhosos, como violência doméstica e trabalho infantil, também entram no menu da ONG.

A proposta é sensibilizar e educar por meio das artes – não interessa se num palco improvisado ou com vídeos, músicas e radionovelas. “Vamos aos municípios com os piores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano). Há locais no interior do Pará em que as crianças e os adolescentes nunca viram uma peça. Muitos não têm o que comer em casa”, conta Carmen Chaves, a Buguinha.

Todo o material educativo é produzido pela Rádio Margarida. “É um trabalho fantástico”, elogia Nazaré Sá de Oliveira, presidente do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente. “Não há outro grupo no Pará que faça algo dessa natureza. Com abordagem lúdica, consegue se comunicar de forma apropriada com diferentes faixas etárias.”

Na Ilha de Marajó, região de vulnerabilidades, a ONG já trabalhou também com professores, para que aprendessem a identificar casos de abuso. “Com nossas intervenções, tanto as crianças quanto quem convive com elas passam a reconhecer com mais facilidade tais situações”, diz Eugenia Melo, ou Calhambota.

Neste ano, a entidade fechou parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República para a produção de 15 mil kits com material audiovisual que trata de temas como bullying e crack. Eles serão distribuídos gratuitamente a conselhos tutelares do Brasil todo.

Desde a fundação, em 1992, até hoje, a ONG já atingiu mais de 270 mil pessoas. Também virou objeto de teses de doutorado em prestigiadas universidades e ganhou prêmios internacionais respeitados, como o do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Nada mal para duas assistentes sociais que começaram de forma tímida a implantação do sonho de trabalhar com educação popular. Aliadas a um antigo professor, Osmar Pancera, apenas embarcaram em um ônibus do tipo jardineira. O sonho cresceu e deu muitos frutos. O ônibus original continua lá.

V0tação

Carmen Chaves e Eugenia Melo concorrem com mais duas finalistas na categoria Trabalho Social e quem escolhe as vencedoras é o público. Para votar clique aqui, lembrando que é obrigatório votar nas duas categorias. As vencedoras do Prêmio Claudia 2014 serão conhecidas no dia 07 de outubro, durante a cerimônia de premiação em São Paulo.

Fonte: Prêmio Claudia

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