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Combate ao racismo é tema de campanha

Estudos realizados na área da educação infantil revelam que, na infância, a criança percebe diferenças na aparência das pessoas, como a cor da pele, e há uma dificuldade na aceitação dessas diferenças. Daí a responsabilidade dos adultos, que devem evitar explicações e orientações preconceituosas e fomentar o respeito às diferenças e à diversidade étnico-racial. Com esse propósito, amanhã, será lançada “Por uma infância sem racismo”.

No DF, a iniciativa é promovida pelas secretarias da Criança e de Promoção da Igualdade Racial (Sepir), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A ideia é conscientizar a população sobre os efeitos negativos que o racismo pode causar na infância.

A campanha é nacional e enfoca o impacto do racismo sobre a infância e também a necessidade de quebrar o vínculo vicioso do racismo para valorizar a diversidade étnico-racial, além de fomentar a criação e garantir o fortalecimento de políticas públicas que promovam iniciativas de redução das disparidades.

Educação
Um estudo da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) revela que a situação da população negra do DF é a que enfrenta maior dificuldade para ingressar nos primeiros anos de estudo.

Os maiores obstáculos de acesso da população negra à educação estão nos primeiros anos de estudo, quando a diferença fica em torno de 5% em relação a população não negra.

Na gravidez precoce há relevante diferença entre o número total de crianças nascidas de mães negras (23.841) e de mães não negras (10.740). O grupo de 15 a 19 anos é responsável por mais de 15% do total de nascidos vivos de mulheres negras. A mortalidade infantil (até um ano) entre crianças não negras é mais que o dobro da de crianças negras.

Mortalidade
Não há diferença entre negros e não negros quando considerados os óbitos de crianças de 1 a 4 anos. Em relação a óbitos de crianças e adolescentes por causas externas de pessoas de 10 a 19 anos residentes no DF, as causas externas são compostas por acidentes e violência. A população negra jovem é muito mais vulnerável a esse tipo de óbito do que a população não negra.

Fonte: Portal Clica Brasília

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