Campanha É da nossa conta! Trabalho infantil e adolescente atinge mais de 21 milhões de pessoas nas redes sociais

Nesta segunda-feira, dia 10, termina a campanha colaborativa É da nossa conta! Trabalho infantil e adoelscente. O seu encerramento é marcado pela realização de uma audiência pública sobre o combate ao trabalho infantil na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com a participação do deputado estadual Carlos Bezerra Jr., vice-presidente da Comissão Estadual dos Direitos Humanos, representantes das organizações parceiras da campanha e outros convidados.

A campanha mobilizou milhares de pessoas em todo o Brasil nos últimos quatro meses para reconhecer, questionar, descobrir e compartilhar informações sobre a realidade de milhões de crianças e adolescentes. Foram realizados lançamentos em sete capitais com mobilizações realizadas por adolescentes e jovens para a erradicação do trabalho infantil e regularização do trabalho do adolescente. As capitais foram São Paulo, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Salvador, Teresina e Belém.

Segundo a diretora de Ação Social da Fundação Telefônica Vivo, Gabriella Bighetti, uma das marcas da campanha foi a realização de intervenções urbanas em paralelo às virtuais. “A campanha teve a internet como seu principal meio, mas conseguimos potencializá-la com ações públicas, como caminhadas e distribuição de materiais informativos, em sete capitais do País. O corpo a corpo com o público foi essencial para levar informação a um número maior de pessoas, além de ensinar as formas de combater essa prática.” diz.

Diversos vídeos, reportagens, materiais e diferentes estratégias de mobilização, voltadas para adultos e/ou adolescentes, produzidas pelos parceiros ou compartilhadas de diversos veículos de comunicação fundamentaram e orientaram discussões. E todo o conteúdo foi publicado tanto nos perfis das redes sociais abertas quanto na rede Promenino Fundação Telefônica, canal oficial da campanha.

No total, foram publicadas mais de 20 reportagens e mais de dez vídeos sobre a importância da erradicação do trabalho infantil e da defesa do trabalho formal adolescente.

Redes sociais

Um dos grandes destaques da campanha foi a mobilização nas redes sociais. O objetivo de dar visibilidade ao tema do trabalho infantil e adolescente, por meio dessas ferramentas obteve resultados positivos. As estratégias de diversificação de conteúdos por meio de novas parcerias e de aproximação da temática, culturalmente aceita no Brasil, ao público menos sensibilizado à causa renderam números e de novos engajamentos à campanha.

O número de pessoas que curtiram o perfil da Rede Promenino Fundação Telefônica no Facebook saltou de 5.144 para 152 mil, aumentando o alcance total de 49 mil para mais de 21 milhões em três meses de ações nas redes. No Twitter, os seguidores subiram em 9,8%.

Foram realizados 18 fóruns de discussão no Twitter e Facebook, que alcançaram aproximadamente 698 mil pessoas, e sete hangouts temáticos semanais, com mais de 500 acessos, que movimentaram o perfil da Rede Promenino Fundação Telefônica explicitando situações relacionadas a esta prática violenta a meninas e meninos do cotidiano das pessoas.

Além disso, a campanha reuniu 66 diferentes blogs que também contribuíram na difusão do tema.
Para Sílvio Kaloustian, coordenador do UNICEF em São Paulo, a campanha inovou ao trabalhar fortemente com as mídias sociais e envolver diretamente os adolescentes em sua implementação. “Mais de 3,6 milhões de crianças e adolescentes ainda trabalham no Brasil. Eles são vítimas de uma cultura que aceita e por vezes valoriza o trabalho de meninas e meninos, que por isso têm seu desenvolvimento prejudicado. A solução para o problema passa justamente pela mudança dessa cultura, o que só é possível com o comprometimento de toda a sociedade”, acredita.

Confira todos os materiais, como reportagens, entrevistas e vídeos, no site e nos perfis das redes sociais (Twitter e Facebook) da campanha. Além disso, aproveite para inscrever-se na rede Promenino Fundação Telefônica e faça parte dessa iniciativa.

Fonte: Pró-Menino

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