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Advogada diz que impunidade inibe denúncias de extermínios no Pará

A coordenadora do Centro de Defesa das Crianças e do Adolescente de Emaús (PA), Ana Celina Hamoy, disse que a impunidade está inibindo as pessoas de denunciarem extermínios de jovens e até mesmo de deporem em processos como testemunhas.

Ana Celina, que participa de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos sobre o assunto, citou um caso ocorrido em Icoarací (PA) em que seis adolescentes, entre 12 e 17 anos, foram executados a poucos metros de casa. O crime aconteceu em 2011 e, segundo ela, que também é advogada, testemunhas da execução afirmaram, em depoimento à Justiça, que não sabiam de nada.

A ouvidora de Polícia da Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Valdenia Paulino Lanfranchi, afirmou que não existe grupos de extermínio sem o apoio de autoridades, incluindo políticos, policiais, empresários, magistrados e jornalistas.

A policial alertou ainda para o risco de essa situação piorar com a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas e disse que é preciso enfrentar a rede de camaradagem entre autoridades, que perpetua a impunidade.

Fonte: Agência Câmara

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