Justiça garante permanência da campanha contra publicidade de cigarros

A Juíza Veleda Suzete Saldanha Carvalho, da 23ª Vara Cível do Rio de Janeiro, negou liminar pedida pela Souza Cruz para suspender campanha de prevenção ao tabagismo da Aliança de Controle do Tabagismo. A decisão reconhece que a campanha busca evitar que os cigarros sejam expostos nos pontos de venda juntamente com produtos que possam interessar a crianças e adolescentes. Mas a Juíza entendeu que a campanha não faz menção expressa à Souza Cruz nem a acusa de vender cigarros a crianças e adolescentes, argumentos utilizados para pedir a liminar.

Várias organizações governamentais e não governamentais de diversas áreas, inclusive da saúde, defesa do consumidor e da criança e do adolescente, assinaram carta de apoio à ACT e à campanha Limite Tabaco.  Elas consideram que esta ação judicial da indústria tabagista representa um desserviço e um ataque à promoção e defesa da saúde pública, tema tão caro aos brasileiro(a)s e ao próprio país –  Carta Aberta em apoio à Campanha da ONG ACT que alerta sobre promoção de cigarros objeto de ação judicial da Souza Cruz. (Fonte: Portal Andi)

Entenda o caso

A Souza Cruz entrou com uma ação na Justiça do Rio para tirar do ar um comercial de TV de 30 segundos e o site de uma campanha que visam proibir a venda de cigarros em caixas de bares, padarias e supermercados. O site é o limitetabaco.org.br.

O vídeo mostra uma mãe com crianças num carro conversando sobre o que tem numa padaria. Uma delas menciona cigarro. Outra retruca que não pode. “Pode, sim. Tem em cima do chiclete.”

A mãe diz ser contra colocar cigarro e propaganda nesses lugares. Aí entra a mensagem: “A indústria do tabaco vem cada vez mais camuflando seus produtos e adicionando sabores para atrair crianças e adolescentes no consumo do cigarro. Ajude a mudar essa situação”.

O filme faz parte de uma campanha da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo).

Fonte: Folha de São Paulo

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