Exploração sexual infantil é o reflexo perverso de Belo Monte em Altamira

O portal UOL publicou uma reportagem sobre como a Prostituição Infantil se faz presente nos canteiros de obras da Usina de Belo Monte. Em vídeos e fotos, o repórter Rodrigo Bertolotto traça um perfil sombrio da região que também é assolada pela criminalidade crescente, inflação imobiliária, das desapropriações e dos problemas com saúde e educação.

“A hidrelétrica é a porta de entrada para todos os problemas. Claro que a prática da pedofilia já existia mas, com a chegada de muita gente de fora e a circulação de dinheiro, só aumenta”, relata a conselheira tutelar Lucinha Lima.

A praxe é o caminhoneiro pegando adolescente para largar na cidade seguinte. O escândalo local foi um vereador que foi cassado e está foragido por exploração de menores. Mas a chegada de 5.000 pessoas nos últimos meses na cidade de 100 mil habitantes fez surgir cenas como esta contada pela conselheira: “Peguei  uma adolescente falando para a outra aqui no conselho: ‘Olha que tem fila nos bancos. Hoje tem homem, hoje tem dinheiro’. Isso está fora dos limites.”

Com uma Kombi caindo aos pedaços como meio de transporte, o Conselho Tutelar tenta surpreender os locais mais frequentes onde há prostituição infantil. Um deles é um bar no Igarapé das Panelas, com mesa de bilhar velha na entrada, mas mulheres muito novas deitadas em redes à espera de clientes. “Tentamos flagrante três vezes, mas todos escapam pela mata”, conta a conselheira.

Inauguradas no final de 2011, duas boates luxuosas trouxeram garotas de outros Estados, prostitutas altas e brancas, para oferecer entretenimento sexual aos funcionários mais graduados da empreitada energética. “Isso serve como exemplo negativo para nossas meninas”, opina Lucinha.

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