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Audiência pública marca os dois anos da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

O público lotou o Auditório João Batista, da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), na tarde da última sexta-feira (2), para acompanhar a audiência pública que marcou os dois anos de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes no Pará. A plenária destacou os avanços obtidos no enfrentamento a esse tipo de violência no estado. Órgãos, instituições e representantes de entidades que lutam pelos direitos humanos e contra a pedofilia compareceram ao encontro.

A audiência foi promovida pelo Conselho Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca/PA), em parceria com o Comitê Estadual de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, composto por órgãos de várias esferas de governo, como as Secretarias de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e de Educação (Seduc).

A idealizadora e coordenadora do programa de governo Pro Paz, Izabela Jatene, a coordenadora regional da Comissão de Justiça e Paz (CJP) da Regional Norte 2 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB/Pará e Amapá), irmã Henriqueta Cavalcante, e o senador capixaba Magno Malta, foram alguns dos representantes que integraram a mesa debatedora.

Em seu discurso, o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados de Belém, Arnaldo Jordy, definiu o crime de abuso a crianças e adolescentes como “um câncer, uma chaga social”, e destacou a importância das denúncias para a punição dos culpados. “Cerca de 50% dos casos de violência contra crianças e adolescentes são referentes à dignidade sexual. Esses crimes não lesam somente crianças, lesam toda a sociedade paraense”, afirmou, lembrando que só em 2010, a CPI resultou em 97 condenações. “Com isso, a sociedade fica mais confiante, mais encorajada a denunciar. Afinal, pessoas que eram consideradas ‘intocáveis’, também estão sendo penalizadas pela prática deste crime”, concluiu.

“O crime de abuso sexual é o mais sujo, mais nojento que existe. Se quisermos minimizar essa grande chaga social, devemos atentar para a família. Aliás, cabe à família uma grande missão, tão grande quanto a do próprio governo”, defendeu Magno Malta, ressaltando que apesar dos governos federal e estadual se dedicarem à prevenção e ao combate à pedofilia, somente a atuação da população poderá mudar a triste realidade.

(Fonte: Sejudh)

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