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Documentário aborda consumismo na infância

Devido a pressão social e o incentivo ao consumo, as crianças encontram-se cada vez mais acuadas pelas propagandas que as induz a comprar o mais novo celular, a sandália da moda, os últimos lançamentos de brinquedos. É essa abordagem que o documentário “Criança, A Alma do Negócio” discute. Dirigido por Estela Renner, o filme será exibido no próximo dia 14 de fevereiro, terça-feira, às 19h30, no Teatro Maria Sylvia Nunes da Estação das Docas. O documentário será seguido por palestras com Jureuda Guerra, vice presidente do Conselho Regional de Psicologia (CRP-10) e Conselheira da Sociedade Paraense dos Direitos Humanos, Helena Muniz, Promotora da Infância de da Juventude do Ministério Público do Pará e Joana Coutinho, Promotora do Consumidor do Ministério Público do Pará. A entrada é franca.

O documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. Devido aos protocolos que levam à falta de aplicabilidade da lei, normas como horários de veiculação de propaganda colocadas em prática em outros países, não são obedecidas aqui. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. “O adulto, que deveria cuidar para proteger e saber dizer não, não consegue. Ele sente-se culpado por não dar ao filho tudo o que ele deseja, num desejo incansável de suprir a sua ausência.  Afinal, a criança não pode ter tudo, é necessário limites”, analisa a psicóloga Jureuda Guerra.

O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Segundo Jureuda, a escola também é um bom interlocutor nessa relação criança x propaganda. “A escola pode interferir conversando sobre o tema, impondo limites, não autorizando que utilizem maquiagem ou salto alto. Crianças de seis anos não podem correr no recreio se estiverem de salto, podem?”, questiona.

Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando o espectador a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância. “Há uma necessidade para se fazer crianças do ‘bem’. Uma criança não pode ter todos os sapatos que deseja, ou todas as barbies que estiverem na vitrine. Nem aparentar  doze anos, se só tiver oito. Quem decide isso? É o adulto. O adulto bem resolvido, sem culpas”, conclui Jureuda.

Assista ao trailer do documentário:

: Dia 14 (terça), às 19h30, exibição do documentário “Criança, A Alma do Negócio”, no Teatro Maria Sylvia Nunes da Estação das Docas. Às 20h30, palestra com Jureuda Guerra, Vice-presidente do CRP-10, Helena Mun

iz, Promotora da Infância de da Juventude do MPE e Joana Coutinho, Promotora do Consumidor do MPE. A entrada é franca.

 

(Fonte: Ascom CRP-10 com informações do Instituto Alana) 

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