Crianças de 5 a 9 anos estão mais obesas

“Quero hambúrguer e batata frita”. Diante do apelo, muitos pais acabam fazendo a vontade dos pequenos. Mas é aí que mora o perigo: permitir ou incentivar maus hábitos alimentares é um dos fatores que levam à obesidade infantil, problema que vem atingindo números alarmantes. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela aumento do percentual de crianças com sobrepeso e obesidade no País, principalmente na faixa de 5 a 9 anos.

Na pesquisa, foi constatado que o sobrepeso atinge 34,8% dos meninos e 32% das meninas nessa faixa etária. Já os casos de obesidade atingem 16,6%, no caso dos garotos, e 11,8%, entre garotas.

“Esses números são um alerta aos pais em relação à necessidade de modificar os hábitos alimentares das crianças”, destaca o endocrinologista Ricardo Meirelles, presidente da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Reeducação alimentar

O médico destaca que os pais precisam servir de modelo, incentivando os filhos a seguir dieta saudável. “Devem fazer parte da rotina alimentar da família frutas, verduras e legumes. E ser evitada a oferta de frituras, embutidos, industrializados, carnes gordas e excesso de açúcar”, ensina Ricardo Meirelles.

Outro fator que desencadeia a obesidade infantil é a falta de atividade física. “Atualmente, as crianças vivem muitas vezes confinadas em apartamento e, no lazer, jogam videogame, passam horas no computador ou vendo televisão. Com o agravante de que fazem isso devorando pacotes de biscoitos”, constata o endocrinologista.

É importante estimular os exercícios diariamente. “Isso pode ser feito da forma que as crianças adoram: brincando. Pique-esconde, jogar bola e pular corda, por exemplo, são atividades que as fazem gastar energia”, diz o médico.

 

Adultos bem acima das medidas

No levantamento realizado pelo IBGE, também foram apontados índices de obesidade para adultos. Entre eles, os percentuais são ainda maiores que os constatados entre as crianças: 48,5% apresentavam sobrepeso e 15%, obesidade. No caso dos homens, 52,1% tinham excesso de peso e 14,4%, obesidade. Os índices nas mulheres eram de 44,3% e 15,5%.

“Geralmente, uma criança obesa se torna um adulto obeso”, alerta o endocrinologista Ricardo Meirelles, da SBEM.

O especialista destaca que, para evitar a obesidade, os hábitos alimentares saudáveis precisam ser adotados desde a infância. E os pais não devem esperar que a criança fique acima do peso para procurar um médico. “A qualquer sinal de excesso de peso, é importante levá-la ao pediatra para uma avaliação”, recomenda Meirelles.

(Fonte: O Dia)

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