Prática desportiva regular aumenta entre 5% a 13% saúde óssea dos adolescentes

Sob a direção de Luís Bettencourt Sardinha um grupo de investigadores do Laboratório de Exercício e Saúde da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, publicou, recentemente, na prestigiada revista científica Journal of Strength and Conditioning Research, uma pesquisa que analisa a relação entre a prática de diferentes desportos e a saúde óssea em jovens praticantes desportivos.

Os investigadores observaram que praticantes de ginástica, handebol e basquetebol envolvendo atividades de impacto ao solo, tinham uma melhor saúde óssea do que um grupo de controle que não praticava regularmente este tipo de exercício. Os praticantes tinham mais 5-7% de densidade mineral óssea e conteúdo mineral ósseo total e mais 13% de conteúdo mineral ósseo nos membros inferiores do que os outros.

A amostra do estudo é constituída por 54 jovens atletas do sexo masculino, entre os 9 e os 18 anos de idade, que praticam desporto pelo menos 2 horas nos últimos 3 anos e competem a um nível regional, nacional e internacional, e um grupo de 26 adolescentes, dentro das mesmas idades, que não pratica qualquer atividade esportiva fora da escola, pelo menos nos últimos 2 anos.

A prevenção da osteoporose é uma preocupação cada vez mais importante no que diz respeito aos cuidados de saúde. Por esta razão, estudos sobre o efeito da prática desportiva na saúde óssea de atletas são fundamentaais para se desenvolver programas que otimizem a modelação óssea durante o crescimento.

A pesquisa enfatiza a importância da prática desportiva regular entre os adolescentes com a finalidade de se promover a prevenção primária da osteoporose e melhorar outros parâmetros de saúde.

Considerando a necessidade de se promover uma eficaz prevenção primária da osteoporose, este estudo reconhece também que para se melhorar a saúde óssea dos jovens, forças de compressão e de tração decorrentes do suporte do peso em exercícios com impacto ao solo, e exercícios de desenvolvimento da força devem ser incluídos na rotina de treino de praticantes desportivos cujas rotinas não incluem exercícios com impacto ao solo, como é o caso dos nadadores e dos ciclistas. Por outro lado, os jovens não atletas devem ser incentivados a praticar atividades fisícas e desportos que suportem o peso e que incorporarem também exercícios de desenvolvimento de força.

 

(Fonte: Portal Universia)

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *