Exigências de famílias dificultam adoções em todo o país

Apesar de quase cinco vezes maior, o número de cadastrados com interesse em adotar crianças parece não surtir o efeito esperado. O Cadastro Nacional de Adoção, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2008, mostra que o perfil de quem espera um novo lar  nem sempre corresponde as exigências dos interessados: são 27.183 pessoas cadastradas, para 4.932 crianças. Preferências como a cor da pele branca, idade inferior aos 2 anos e ser filho único, impedem que a maior parte ganhe uma nova família.

Segundo o levantamento de 12 de Dezembro, a maior parte das crianças (3.165) são negras ou pardas, contrastando com os 91% dos pretendentes que esperam adotar apenas brancas. Em relação a idade, menos de 1% tem interesse em adotar as com mais de 8 anos, enquanto que mais de 20% estão na fila a espera por crianças entre um e dois anos de idade. Quanto as crianças com irmãos, estas somam cerca de 35%, característica recusada por mais de 22 mil dos cadastrados devido à exigência de que irmãos não sejam separados no processo de adoção.

Ainda segundo o CNJ, o Nordeste consiste na segunda região com o maior número de interessados em adotar (1.563), ficando atrás apenas do Sudeste (10.200). Mesmo sendo a terceira em número de crianças disponíveis à adoção, a região possui cerca de 1.563 pretendentes para as 557 que esperam ter uma família.

(Fonte: João Pedrosa, do Prioridade Absoluta)

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *