Estudo do governo é favorável à adoção de vacina contra HPV em meninas de 9 a 13 anos

Estudo encomendado pelo Ministério da Saúde mostra que vale a pena incluir a vacinação contra o HPV na rede pública, levando em conta aspectos econômicos e de saúde pública.
A conclusão é a mesma para a imunização contra varicela (catapora) e hepatite A.

A decisão sobre incluir as novas vacinas pode ser tomada no início de 2012, segundo Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde.

Matéria publicada pela Folha em novembro mostrou que o governo esperava esses estudos para reorganizar o calendário de imunização.

Havia dúvidas sobre a vantagem da inclusão da vacina de HPV. Em 2006, quando uma dose custava US$ 150, análise semelhante foi desfavorável. O novo estudo cruza gastos das redes pública e privada de saúde e das pacientes com o papanicolaou (usado para identificar lesões do HPV) e com o tratamento do câncer ligado ao vírus. Os valores são contrapostos com o custo da vacina.

A análise considerou vacinar meninas de nove a 13 anos. O gasto foi calculado como se o governo fosse comprar a vacina pelo Fundo Rotatório da Opas (braço da OMS para as Américas) -em 2012, a dose da versão quadrivalente (contra quatro tipos do vírus HPV) sairá por US$ 14,25, mais taxas.

Barbosa estima um gasto de R$ 600 milhões no primeiro ano de vacinação, o que representa um terço do orçamento anual do Programa Nacional de Imunização.

A tendência é que o custo caia, pois a partir do segundo ano teriam de ser vacinadas só as meninas que estivessem completando nove anos. Há ainda a expectativa de que o governo feche um acordo para produzir a vacina no Brasil, o que deve, no entanto, elevar o custo.

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