Primeiro livro infantil brasileiro em diferentes formatos acessíveis

Certa de que sonhar acordado é uma prática a ser incentivada na formação de crianças e adolescentes, “para que se fortaleçam como empreendedores/as de sua própria história”, a jornalista Claudia Werneck escreveu o livro infantil Sonhos do Dia, publicado pela WVA Editora.

O livro é resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, a ONG Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, criada por Claudia Werneck, e uma das vencedoras do Prêmio Direitos Humanos 2011 da Secretaria de Direitos Humanos da presidência da República e da White Martins, empresa que desde janeiro de 2011 vem apoiando as ações de diversidade e inclusão da Escola de Gente, incluindo a apresentação da peça Um amigo diferente? e, agora, o lançamento de Sonhos do Dia. O projeto gráfico é de Beto Werneck com ilustração de Talitha Caliman.

Lançamento no Rio: às 16h do dia 4 de dezembro, na livraria da Travessa do Shopping Leblon (Av. Afrânio de Mello Franco, 290 – loja 205A / 2º piso, telefone 21.3138 9600).

Sonhos do Diaé a 13ª obra da escritora, que tem mais de 250 mil exemplares de livros vendidos, para crianças e adultos, sobre direitos humanos e inclusão, em português, inglês e espanhol; muitos recomendados oficialmente por UNESCO e UNICEF e adotados por governos para escolas e bibliotecas públicas do Brasil.

 

A história

Cansada de descobrir que nos seus sonhos da noite podia tudo, mas que, ao acordar, não podia quase nada, a menina que protagoniza Sonhos do Dia solicita ajuda a heróis e heroínas, seres das galáxias, das revistas em quadrinhos, da televisão, dos sonhos de outras crianças, da internet, dos livros e das histórias que seu avô contava, para que revelem o segredo de fazer os sonhos da noite não morrerem durante o dia. Os super-heróis vieram e também lhe solicitaram ajuda, mas uma ajuda ao contrário. Disseram que a menina precisava valorizar os seus sonhos do dia, porque eles nunca vão embora e dependiam apenas dela para viver. A menina começa então a compartilhar seus sonhos do dia com outras crianças e, juntas, formam uma roda de sonhos do dia que cresce sem parar…

 

Acessibilidades

Sonhos do Dia é o primeiro livro infantil brasileiro a cumprir, na íntegra, as leis de acessibilidade que garantem a qualquer criança ter acesso à cultura. Será lançado em braile; filme com legenda e Libras; filme com animação e audiodescrição; e em livro falado, acoplado ao livro impresso. No lançamento as crianças poderão conhecer, aovivo, como atua um intérprete de Libras e ver as versões com a acessibilidade do livro Sonhos do Dia passando em telas, ao lado da mesa de autógrafos.

 

Mobilização

Em Sonhos do Dia, WVA Editora e Escola de Gente, com apoio do Ministério da Cultura, lançam a campanha: “Todas as pessoas têm direito a conhecer todas as histórias”. O objetivo é trabalhar pela democratização da cultura também para pessoas com deficiência, especialmente crianças, que por alguma razão não podem segurar ou ler um livro. E aí se beneficiam dos demais formatos que Sonhos do Dia tem para garantir seus direitos culturais, que são considerados direitos fundamentais pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Inspiração

Claudia escreveu Sonhos do Dia inspirada em sua história e no incentivo familiar que teve para sonhar acordada.  Recorda que quando os astronautas pisaram na lua ela tinha 11 anos e muito emocionada desejou que Armstrong, Aldrin e Collins soubessem como ela, criança do outro lado do mundo, se sentia. Apoiada pelo pai escreveu uma carta, que guarda até hoje, traduzida para o inglês por uma tia, Zilda. E recebeu de resposta da NASA uma foto assinada pelos astronautas. “Naquele momento, eu me senti conectada ao mundo, importante para o mundo. Daí para acreditar ser capaz de mudá-lo – mesmo que tenha sido apenas mais um sonho, ri – foi um pulo”.

 

Educação

A escola brasileira forma empreendedores/as? A escola brasileira gosta de crianças e adolescentes que inovam? Ou os rejeita? Responde Claudia: “Escola é o local no qual as novas gerações se encontram, se reconhecem em suas infinitas diferenças e se exercitam em múltiplas trocas, aprendizados e relacionamentos, percebendo as diferenças como um valor indispensável, ajudando e sendo ajudada. Quando crianças de uma mesma geração compartilham sonhos, o Brasil cresce. Por que as crianças vão para a escola? Para juntas promoverem o futuro, em um cotidiano onde se testa a ética, as alianças e a inovação. Esta prática promove o empreendedorismo na infância; não aquele de resultados, mas o de compromisso com o papel de cada ser humano nos sistemas, nas redes, nas conexões das quais faz parte, como a escola, a família, sua comunidade, sua nação, o planeta”.

Autora

Claudia é carioca, foi chefe de reportagem da revista Pais&Filhos e editora de Pais&Filhos Família.  Formada pela UFRJ, com especialização em Comunicação e Saúde pela Fiocruz, foi a primeira autora brasileira a ter suas obras recomendadas por Unesco e Unicef. Premiada por sua dedicação aos direitos da infância, integra, desde 2002, as redes da Fundação Avina e a da Ashoka Empreendedores Sociais.

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