Ex-ministro Márcio Thomaz Bastos é advogado de Luiz Sefer em julgamento de recurso

Começou nessa quinta-feira o julgamento do recurso impetrado pelo ex-deputado Luiz Afonso Sefer, condenado, em 2010, a 21 anos de prisão por crimes de pedofilia e cárcere privado, além do pagamento de uma multa de R$ 120 mil. Para defendê-lo neste recurso, o médico contratou ninguém menos que o ex-ministro da Justiça do Governo Lula, Márcio Thomaz Bastos. O relator da ação é o desembargador João Maroja e a promotora é Célia Filocreão.

 

Histórico

Luiz Sefer foi preso, em maio de  2009, acusado de ter estuprado e mantido em cárcere privado, por cerca de três anos, uma menor de idade.

Segundo a denúncia oferecida por representantes do Ministério Público Estadual (MPE), em 2005 Sefer teria “encomendado” uma menina menor de idade do interior do Pará, “na faixa etária de oito a nove anos”. A justificativa seria a de que ela faria  “companhia a uma criança” na casa do ex-deputado.

A denúncia afirma ainda que a menina foi trazida de Mocajuba e entregue ao médico, que, após dois dias, passou a abusar sexualmente dela, além de agredi-la e obrigá-la a ingerir bebida alcoólica.

Durante o processo, Sefer sofreu investigação da CPI da Pedofilia do Senado Federal e da Assembléia Legislativa do Pará, além de inquérito policial, e foi indiciado pelos crimes.

Sefer renunciou ao mandato de deputado ainda em 2009, para evitar sofrer as sanções de uma cassação. Em junho de 2010, a juíza da Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes de Belém, Graça Alfaia Fonseca, condenou o médico a 21 anos de prisão.

 

 

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