Carta de Belém é formulada durante o Seminário de Tráfico de Pessoas

No último dia do evento (26) o Regional Norte 2 da CNBB e participantes do Seminário de Tráfico de Pessoas, durante dois dias de debate e discussões, formularam uma carta com propostas e reivindicações para ser entregue aos órgãos competentes.

A abertura do seminário começou com a exposição do vídeo informativo sobre o projeto Amor a Vida da Comissão de Justiça e Paz Norte 2 da CNBB. O mesmo visa combater a exploração sexual de crianças e adolescentes. O projeto contemplava dez municípios do Marajó, hoje se estendeu Pará dezesseis municípios.

Após a exibição do vídeo foi chamado para compor a mesa Dom Luiz Azcona, Irmã Marie Henriqueta e Dr. Felicio Pontes. Nesse momento foi aberta a carta de Belém para os participantes.

A carta teve a participação de todos os integrantes do seminário e pontua as considerações que compõe a realidade da Amazônia. Dentre as reivindicações uma delas: inserir e garantir conteúdos de direitos humanos nas escolas, incluindo formação dos educadores; definir estratégias para o enfrentamento da realidade de fronteiras e a própria geografia da região, tendo em vista que ela dificulta fiscalização e repressão ao crime organizado; implementar ações de enfrentamento ao trafico de pessoas nos municípios e rodovias com maior incidência de crime de trabalho escravo, crime ambiental, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, a exemplo de placas, Medicilandia e Uruara, no oeste do Pará.

A carta possui 30 reivindicações que compõem as peculiaridades da região, um dos debates durante a leitura foi a inserção de se pensar em um plano de prevenção, combate e enfrentamento para o município de Monte Dourado, hoje foco de exploração sexual de crianças e adolescentes. A carta foi formulada, mas ainda esta em processo de formatação.

Após a leitura e modificações de alguns pontos da carta, Ir Henriqueta faz um pronunciamento aos participantes e declara que pensou em “um seminário parta enfrentar o estado de tolerância.” A mesma ainda informa que após o contato com as vitimas de exploração sexual de crianças e adolescentes nunca mais experimentou ter paz, e revela “não sei se sou feliz quando sei que têm tantas vidas sendo exploradas”.

O seminário foi encerrado com Dom Azcona, Bispo da prelazia do Marajó, no qual informou que a luta pela vida é um processo contínuo, motivado encerra seu pronunciamento em voz alta aos participantes “Viva a vida”.

Fonte: CNBB Norte 2

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