Belém se mobiliza para alertar sobre a exploração da mão de obra infantil

Quase 80% das famílias dos adolescentes que cometeram atos infracionais no Estado do Pará declararam ter alguma situação de trabalho infanto-juvenil. O dado preocupante foi revelado pelo Programa de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes em Instituições Assistenciais e Judiciais do Estado do Pará (Pró-DCA), poucos dias antes da data alusiva ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, lembrado neste dia 12 de junho.

Coordenado pelo Instituto Universidade Popular (Unipop), o Pró-DCA realizou uma pesquisa entre os meses de outubro de 2010 e março de 2011, que apontou que as principais ocupações das crianças e adolescentes destas famílias eram a de ambulante (47%) e guardador de carro (31%).

“Estas informações são alarmantes e mostram que, antes de cometerem atos infracionais, os adolescentes viviam em uma situação familiar de elevada vulnerabilidade social, o que pode ter influenciado diretamente na prática destes atos. O Estado é ineficiente ao não garantir as condições para que estas famílias assegurem que seus filhos permaneçam na escola, ao invés de estarem nas ruas e cantos a mercê do tráfico, da exploração sexual e da criminalidade”, garante o coordenador do Pró-DCA, Max Costa.

Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e de Estudos Socioeconômico do Estado do Pará (Dieese-PA) apresentados em 2010, do total de 240.180 crianças e adolescentes de 05 a 17 anos ocupadas, 176.199 (73,36%) estão no trabalho não agrícola, sendo que 58,81% são do sexo masculino e 41,19% do feminino. Os demais, 63.981 (26,64%) exercem alguma atividade laboral especificamente na agricultura, com 79,81% homens meninos e 20,19% mulheres.

Fonte: Unipop

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