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Viver e aprender por mais 20 anos

A ousadia dos amigos Osmar Pancera, Carmem Chaves (Carminha), Eugênia Melo e Rodmilson Cuité há 20 anos, contagiou amigos e pessoas que se interessavam em conhecer um pouco mais do projeto Rádio Margarida.

Para Marcos Correa ou Marquinho MK10, há 15 anos no projeto, hoje técnico de áudio da ONG, o primeiro contato com a Rádio se deu quando ainda era pintor automotivo em 1996, numa oficina que faz, até hoje, a manutenção do ônibus Margaridinha. “Para eu que trabalhava como pintor, ver vários palhaços foi diferente. O que mais me chamou a atenção foi o som, desde criança sou apaixonado por som”, explica Marquinho.

A convite de Carminha para substituir o contra regra que havia faltado, Marquinho se destacou em uma programação, e de lá para cá nenhuma oportunidade foi desperdiçada por ele. “Tudo que alguém faz de diferente, fico observando, se tenho oportunidade de ir lá e tentar fazer igual ou pelo menos parecido, mostro o que sei”, conclui.

Marquinho não foi o único a aprender na “escola” Radio Margarida. O arte educador Adelson Gonzaga é outro exemplo de formação cidadã e profissional que a Rádio ajudou a construir. “Lembro como se fosse hoje, num mês de férias, um ônibus estilizado, colorido e bastante animado me chamou atenção”. O encontro com a arte não veio por meio da Rádio, mas o aprimoramento dessa habilidade com certeza se consolidou a partir das ações desenvolvidas com a equipe Margarida. “Com o envolvimento com o teatro isso me dava uma vontade muito grande de participar, conhecer melhor esse trabalho”, explica Adelson.

Para Marquinho MK10 dividir experiências e estar atento às novas perspectivas profissionais foi o suficiente para ingressar no mercado de trabalho. “Aprendi muita coisa, até a lidar com o computador, um universo diferente pra mim, fiz um curso básico para ficar mais interado”, diz Marquinho que hoje participa da oficina de edição e montagem de áudio promovida pela ONG. “Ter a oportunidade de aprender uma área que antes só estava acostumado a ouvir um som produzido e agora produzir num estúdio isso tem sido maravilhoso”, continua ele.

O resultado satisfatório conquistado pela Rádio Margarida, só aconteceu graças à forma de transmitir educação e cidadania através da arte. “A metodologia da Rádio Margarida é excepcional, essa forma de comunicação que a Rádio passa para as pessoas é positiva, por que usa o lúdico como aprendizado e isso as pessoas se identificam”, Adelson Gonzaga.

As profissões que se estabeleceram ao logo dos 20 anos, incluem personagens marcantes, como é o caso do Claustrofóbico, o palhaço interpretado por José Arnoud. “Não perco ele por que faz parte de mim, um lado romântico e o outro sacana, esse é o Clau”, diz Arnoud, coordenador geral da Rádio Margarida.

O Claustrofóbico nasceu da experiência na rua, do contato direto com o público e representa muita descontração e ao mesmo tempo respeito. “Ele não faz piada preconceituosa ou coisa do tipo”, explica Arnoud. Para ele estar na Rádio Margarida é experimentar constantes realizações. “Ver o sorriso das pessoas é muito gratificante” conclui.

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