Entidades pedem na Câmara educação para deficientes de todas as idades

Associações que defendem os direitos de pessoas com deficiência e pais de alunos deficientes estiveram reunidos na última terça-feira (19) com o presidente da Câmara, Marco Maia, para pedir urgência na aprovação da Proposta de emenda à Constituição (PEC) 347/09, que garante educação aos brasileiros com deficiência, independentemente da idade. Eles reclamam que, apesar de a Constituição garantir que todos têm direito à educação, as escolas especiais de todo o País limitam ou até impedem matrículas para alunos com mais de 18 anos.

Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), que pediu a reunião com o presidente da Câmara, isso é violação a um direito já existente. Segundo ela, são boas as perspectivas para a votação da proposta, que já foi aprovada em comissão especial e está pronta para ser votada no Plenário. “O presidente se solidarizou. É óbvio que essa matéria sensibiliza a sociedade. Ele se comprometeu a levar a proposta à próxima reunião do colégio de líderes, para buscar um acordo para votação da PEC.”

Erika Kokay destacou que o parâmetro não pode ser etário. “Tem de ser de acordo com o desenvolvimento da pessoa com deficiência. É uma questão humanitária”, completou.

Justiça sem embasamento

Maria do Socorro Cruz, moradora do Guará, cidade próxima a Brasília, tem um filho de criação com paralisia cerebral. Autora da sugestão de PEC que foi acatada pela ex-deputada Rita Camata, ela relatou que todos os anos precisa lutar para manter a matrícula do filho de 33 anos numa escola especial da rede pública do Distrito Federal.

Ela reclamou que, quando o governo tira a pessoa da escola, mesmo que se recorra ao Ministério Público e à Defensoria Pública o juiz não tem respaldo legal para preservar os direitos em questão, porque nenhuma lei ampara a pessoa especial para ficar na escola depois dos 18 anos. “Essa PEC vem sanar isso”, resumiu.

O coordenador para Inclusão das Pessoas com Deficiência do Distrito Federal, Fernando Cotta, disse que isso ocorre porque a lei é genérica. Para ele, a aprovação da proposta pode acabar com uma grande injustiça: “As pessoas sem deficiência podem voltar à escola a qualquer hora que decidirem. Pessoas com deficiência não. Lamentavelmente, estão condenadas à terminalidade, a não voltarem para a escola porque se considera, legislativamente, que essas pessoas não têm mais condições de aprender, quando têm sim. Por que os deficientes têm limite para estudar?”

A comitiva também se encontrou com o deputado Romário (PSB-RJ), integrante da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Ele se comprometeu a levar o assunto à reunião da frente prevista para esta quarta-feira (20).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

1 pensamento sobre “Entidades pedem na Câmara educação para deficientes de todas as idades”

  1. TENHO UMA FILHA Q TEM 27 ANOS ELA TEM PC E SEMPRE FOI A ESCOLA MAS AGORA O ESTADO Q MORO Q É PERNAMBUCO, INTERIOR CHAMADO ESCADA A ESCOLA EPEC ACABOU COM O ENSINO E TODOS OS ALUNOS SAIRAM ELES NÃO SABEM PQ, MAS NOS Q SOMOS NORMAIS SABEMOS Q ESSE GOVERNO POUCO SE IMPOTAM COM NOSSOS FILHOS QUE SÃO AMADOS PELAS MÃES, PQ TEM PAI Q ABANDONAM A FAMILIA POR TEREM FILHO EXCEPCIONAL COMO É O MEU CASO, ELES NÃO SABEM COMO AGENTE SE SENTE QDO NOSSO FILHO É DESCRIMINADO PELA SOCIEDADE, EU MORRO POR DENTRO ALIAS EU JA MORRI, AINDA ESTOU VIVA PELA MINHA FILHA Q AMO TANTO

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *