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Abuso sexual contra crianças e adolescentes: um problema a ser combatido

A violência sexual contra crianças e adolescentes é tema de extrema importância e precisa ser debatido. Algumas entidades trabalham na defesa dos direitos e orientação familiar dessas crianças. Os casos de maior incidência na capital e arredores do Pará é a violência intrafamiliar, que acontece quando parentes abusam sexualmente crianças e adolescentes, como por exemplo irmãos, pais, tios ou padrastos. “É uma relação de poder, entre uma pessoa mais forte contra a mais frágil”, diz Eugênia Fonseca, coordenadora do Pró-Paz. O abuso extrafamiliar tem menos incidência quando comparado com o abuso intrafamiliar, que ocupa o maior número dos casos. “Para muitos o risco está na rua, não está, muitos abusadores estão dentro da nossa casa”, conclui a coordenadora.

Todo cidadão assim que observar qualquer tipo de comportamento diferente de uma criança pode denunciar. Dificuldades de relacionamento na família, baixo rendimento escolar, desmotivação com outras crianças, sono agitado, depressão ou hiperatividade são alguns dos indícios que, segundo a psicóloga Ana Júlia Góes, também do Pró-Paz, ajudam na identificação do problema. “Familiares e professores que acompanham a rotina de vida dessas crianças, podem perceber que tudo que a criança não apresentava antes, e passou a apresentar a partir de um determinado momento que não tem outra consequência como separação ou perda familiar, pode ser considerado abuso sexual”, explica.

De acordo com a delegada Maria José Moraes, a internet contribui para esse tipo de violação. Segundo ela, a lei 11.829/09 regulamenta e pune crimes dessa natureza praticados através da internet, “Manter vídeos no celular ou no computador em que haja fotos de crianças em poses obscenas ou praticando sexo já configura crime”, diz.

Existem dois tipos de abuso sexual, o com contato físico e sem contato físico. O primeiro acontece quanto há penetração ou estupro, já o abuso sem contato físico corresponde a ligações obscenas ou mensagens pela internet. “Isso fere a sexualidade da criança, que precisa ser preservada e desenvolvida no tempo certo”, afirma Eugênia Fonseca.

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