Debate inédito sobre infância indígena na América Latina

Representantes de governos e organizações indígenas da América Latina se reúnem para discutir o trabalho infantil em povos indígenas.

Com o tema “Da declaração à ação”, se reúnem no Centro de Formação e Cooperação Espanhola de Cartagena de Índias, na Colômbia, nesta quarta-feira (10 de março), mais de 100 representantes governamentais, organizações indígenas e trabalhistas da América Latina. O objetivo é estabelecer um plano de ações para a proteção efetiva dos direitos de meninos, meninas e adolescentes indígenas em situação de trabalho infantil.

O evento é promovido por organismos das Nações Unidas – Fórum Permanente de Questões Indígenas, Mecanismos de Especialistas pelos Direitos dos Povos Indígenas, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e o Caribe (Fundo Indígena), Organização dos Estados Líberos-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), Secretaria Geral da Comunidade Andina e Nações (CAN), Secretaria da Integração Social Centro Americana (SISCA) e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o desenvolvimento (AECID). Participam do encontro delegações da Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai. Serão apresentados e debatidos três documentos regionais sobre a situação da infância indígena em relação aos direitos e políticas públicas, trabalho infantil e educação.

A intenção é que, desta forma, haja uma contribuição efetiva no debate sobre a situação infanto-juvenil indígena vinculada ao trabalho infantil e a exploração econômica. Além disso, será definido um conjunto de ações estratégicas que abordem regionalmente e em cada país a total eliminação de situações de exploração que podem vitimar as crianças e os adolescentes indígenas.

Dados:

Segundo relatório da OIT e Unicef, na América Latina há 17 milhões de meninos, meninas e adolescentes entre cinco e 17 anos que trabalham, e grande parte deles são indígenas. Este fenômeno ocorre mais cedo na zona rural do que na cidade. 80% dos meninos e meninas trabalham na informalidade e apenas 10% estão em setores mais organizados.

O trabalho impede que eles possam ir à escola, o que resulta baixo rendimento escolar. Três em cada quatro crianças que trabalham abandona os estudos.

Fonte: Andi

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *