Protagonismo infanto-juvenil foi destaque na Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

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Foto:ANDI

O protagonismo infanto-juvenil é possível e contribui para a elaboração de políticas públicas. Esta é a principal constatação feita na 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada em Brasília de 24 a 27 de abril, que reuniu quase 500 delegados crianças e adolescentes, um terço dos 1.400 delegados presentes. Do Pará, dos 30 delegados 10 eram crianças e adolescentes.

Durante três dias a assembleia votou 66 propostas, resultado das onze Plenárias Temáticas – seis para delegados adultos, quatro para adolescentes e um grupo de trabalho de crianças – e três Plenárias de Eixos, que discutiram Reforma Política dos Conselhos de DCA, Construção e implementação do Plano Decenal e Política Nacional dos DCA.

Além dos meninos e meninas que representaram o Pará como delegados na Conferência, o Estado conta ainda com mais um protagonista na luta pelos direitos da criança e do adolescente, o adolescente Rodman Silva, do grupo G-38 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA). O G38 é um grupo composto por 38 adolescentes e jovens, sendo um representante de cada estado da federação, indicado por seu respectivo conselho estadual, e 11 representantes de diversos movimentos sociais.

Para Rodman os meninos e meninas estão no caminho certo do protagonismo, no entanto ainda é necessário que as instituições se abram para o empoderamento de crianças e adolescentes, “as crianças e adolescentes querem participar é preciso que as organizações deem espaço para crianças e adolescentes”, diz. O G-38 também foi responsável pela organização da Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

O fato é que o protagonismo vem ganhando força. São meninos e meninas que nos dizem que seus direitos devem ser respeitados. É como diz o samba do Bloco Eureca, do projeto do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, “não é questão de querer, nem de concordar, os direitos da criança e do adolescente todos têm que respeitar”.

ONG Rádio Margarida

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