Adolescentes paraenses participam de conferência nacional

capa_conferenciaEncerrou nesta quarta-feira, 27, a 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada em Brasília. O objetivo do evento foi assegurar um espaço de construção de políticas públicas voltadas para a área da infância e adolescência. Para tanto, representantes de todo o país se reuniram na capital federal ao longo de quatro dias para debater a temática. Entre os delegados que representaram o Pará na Conferência, dez são meninos e meninas de diversos municípios do estado. A Rádio Margarida conversou com eles, acompanhe.

Elielton Costa, (17), de São João de Pirabas, afirma que os adolescentes negros ainda são alvos de discriminação na sociedade, “quem mora na periferia sabe as dificuldades que as crianças e adolescentes passam, principalmente em relação á discriminação racial”, relata. Para Juliane Moreira, (17), de Belém, os adolescentes, principalmente da periferia, acaba sendo associado à criminalidade e isso precisa mudar, “hoje o jovem é rotulado como marginal, ladrão e a gente veio pra mudar essa realidade”, afirma.

Para Mateus Alves, (16), de Conceição do Araguaia, participar da Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente é “defender nossas ideias e as pessoas que ficaram”, afirma. Para ele é também a hora de colocar em pauta as necessidades dos meninos e meninas de todo país em busca de “respeito e políticas melhores para crianças e adolescentes”, finaliza.

Para Valéria Leal (17), de Rondon do Pará, participar da Conferência lhe traz uma sensação de liberdade e protagonismo “aqui é um momento prazeroso de poder de ter ideia, de poder lutar e defender os direitos de crianças e adolescentes”, diz. Ela ainda argumenta que mais jovens precisam fazer parte dessa luta e assumir o protagonismo na busca e defesa de seus direitos “estamos aqui também buscando influenciar os jovens a lutarem por seus direitos, através do esporte, da educação, da cultura”. Ela ainda pontua que a tarefa é árdua “fácil não vai ser, mas independente da dificuldade a gente vai continuar lutando”, afirma.

Já para Paulo Ricardo, (17), de Brasil Novo, participar de um momento como este é um compromisso com crianças e adolescentes que não puderam participar e que devem ser representadas “nós viemos trazer o anseio da nossa região e do nosso estado, de todas as crianças e adolescentes que são marginalizados todos os dias”, diz.

Para Janaína Ferreira, (16), de Acará, estar na Conferência é acreditar em dias melhores, “nós viemos acreditando que nós podemos fazer a mudança, muitas vezes os adolescente acaba ocultado pela mídia e nós precisamos estimular eles a ter voz e crescer dentro da sociedade e quando a gente chega aqui a gente sente uma esperança de que alguma coisa realmente vai mudar”, conclui.

Rádio Margarida

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