Dia Nacional do Combate e Prevenção ao Escalpelamento tem seminário em Belém

O escalpelamento é um acidente comum na região Amazônica e consiste no arrancamento brusco acidental do couro cabeludo. Com o objetivo de conscientizar as pessoas a respeito e oferecer assistência às vítimas foi instituído o dia 28 de agosto como o Dia Nacional do Combate e Prevenção ao Escalpelamento. Em Belém o assunto será discutido no seminário “pacto de combate ao escalpelamento no Pará”  realizado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa)  nesta terça e quarta -feira (28 e 29/08) no auditório do curso de Fisioterapia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Os acidentes ocorrem nos barcos com motores chamados de “voadores” quando, por descuido, os cabelos compridos das mulheres e meninas se prendem ao eixo exposto dos motores causando o arrancamento parcial ou total do couro cabeludo, algumas vítimas tem as orelhas, sobrancelhas, parte do rosto e pescoço arrancados o que causa grave deformação e pode levar a morte.

O tratamento consiste em cirurgia plástica reparadora e  implante capilar além de acompanhamento psicológico. A ONG dos Ribeirinhos Vitima de Acidente de Motor (ORVAM) oferece auxilio às vítimas de escalpelamento, trabalhando sua autoestima e buscando a inserção dessas pessoas no mercado através de capacitações para trabalhos artesanais, e confecção de suas perucas com cabelos doados.

A Rádio Margarida produziu  o documentário “Escalpelamento – Uma Realidade Amazônica” em parceria com o Governo do Estado do Pará. No vídeo é mostrado o dia-a-dia das principais vítimas de escalpelamento, os ribeirinhos e moradores de comunidades tradicionais que vivem às margens dos rios amazônicos e que utilizam os barcos como principal transporte.

Assista aqui o vídeo Escalpelamento – Uma Realidade Amazônica:

Baixe o original aqui

 

3 Comments

  1. Infelizmente, o escalpelamento, ainda é visto como aquele tipo de acidente que só vai acontecer com o vizinho, ainda mais se moro num centro urbano, geralmente ando de carro e viajo de avião.
    Entretanto, não são apenas os ribeirinhos que estão sujeitos a sofrer uma fatalidade deste tipo, haja vista que muitas pessoas procuram a tranquilidade dos municípios paraense banhados por rios e igarapés, onde predominantemente são utilizadas embarcações motorizadas para transporte, aumentando significativamente as chances de alguém sem informação suficiente sofrer um escalpelamento, transformando um momento de diversão em tristeza.
    Por isso acredito na educação como principal agente de transformação: na prática do ribeirinho que constrói sua embarcação, tendo o devido cuidado de cobrir o eixo e o volante do motor; bem como, no acesso à informação às pessoas a utilizam como transporte, seja para suas atividades diárias ou para seu lazer.

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